quinta-feira, 30 de julho de 2009

M.J.


"...You are not alone

I am here with you..."


Então tá. Faz (quase) um mês que o ex-negro morreu. Michael Jackson, durante toda a sua carreira, foi criticado por todo mundo pelo fato de ter nascido negro e ter morrido branco, foi acusado de pedofilia. Falaram, invejaram e inventaram uma série de coisas referente ao "pequeno" rancho Neverland que ele possuía, onde havia montado um parque de diversões particular, com direito a todos os brinquedos possíveis.

Sempre foi um cara que se destacou pela forma extravagante de se vestir, pelo abuso de tecnologia usado em seus clips, pelos show repletos de muita luz e efeitos especiais mas, principalmente, pelo destacado dançarino que sempre foi.

Depois de uma carreira cheia de altos e baixos, com muitas críticas e poucos elogios, o cara foi enterrado num caixão de ouro que custou mais de R$25mil dólares, com um velório que mais parecia um show. Sem esquecer que ele devia uma grana pra uma galera e teve tudo isso com o enterro? Mas o que mais me deixa com nojo disso tudo é que o cara foi criticado a vida toda e, depois que morreu, o mundo todo descobriu que simplesmente ama o cara. Bah, que nojo.

Os CD's dele fazem mais sucesso agora do que quando ele era vivo. Falam mais do cara agora do que quando vivia. Que cinismo podre esse. Pô, deixem o cara descansar em paz, ta louco! Cada dia é uma baboseira nova que surge na mídia: ele ressuscitou três vezes depois que morreu; o espírito dele apareceu na casa da empregada, um rapper não sei da onde, de 25 anos é filho dele. A ex-mulher descobriu que ama ele, que sente falta dele... Mas vão lavar um tanque de roupa suja e deixa o "negãozinho" descansar.

Simplesmente irritada!


Xoxo.

quarta-feira, 29 de julho de 2009



"(...)Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando."
- Pablo Neruda -

Sinto saudades das pessoas que eu não conheci, dos lugares que ainda não visitei, das músicas que eu ainda não ouvi, das coisas que eu não sei.


Saudades dos amigos que eu não fiz, das festas que não frequentei, das pessoas que deixei de conhecer e das coisas que eu não fiz.


Saudades dos sonhos que eu não tive, das oportunidades que não surgiram, das coisas que eu ainda não vivenciei, dos sabores e aromas que não senti.



Apenas sinto saudades das coisas que eu não tive. É estranho? Pode até ser, mas eu apenas sinto!

domingo, 26 de julho de 2009

Obrigada por insistir


Estou lendo um livro da fantástica e maravilhosa Martha Medeiros, chamado "Doidas e Santas" e, escreverei aqui as crônicas do livro que mais me tocam, me marcam, me chamam a atenção. Afinal, não é novidade pra ninguém, a idenfiticação que tenho pelos textos da Martha porque, assim como eu, ela não escreve simplesmente com o lápis - ou caneta, ou a tinta da impressora - ela escreve com o coração, com a alma, com sentimento.

A crônica de hoje, chama-se "Obrigada por insistir".


"Até o mais seguro dos homens e a mais confiante das mulheres já passaram por um momento de hesitação, por duvidas enormes e também duvidas mirins, que talvez nem merecessem ser chamadas de dúvidas, de tão pequenas. Vacilos, seria melhor dizer. Devo ir a esse jantar, mesmo sabendo que a dona da casa não me conhece bem? Será que eu tiro o dinheiro do banco e invisto nessa loucura? Devo mandar um e-mail pedindo desculpas pela negligência? Nessa hora, precisamos de um empurrãozinho. E é aos empurradores que dedico esta crônica, a todos aqueles que testemunham os titubeios alheios e dizem: vá em frente!!

'Obrigada por insistir para que eu pintasse, escrevesse, atuasse, obrigada por perceber em mim um talento que minha autocrítica jamais permitiria que se desenvolvesse.'

'Obrigada por insistir que eu fosse visitar meu pai no hospital, eu não me perdoaria se não o tivesse visto e falado com ele uma última vez, eu não teria ido se continuasse regido apenas pela minha teimosia e pelo meu orgulho.'

(...)

'Obrigada por insistir para eu deixar você, para que eu fosse seguir minha vida, obrigada pela sua confiança de que seriamos melhores amigos do que amantes, eu estava presa a uma condição social que eu pensava que me favorecia, mas nada me favorece mais do que esta liberdade para a qual você, que me conhece melhor do que eu mesma, apresentou-se como saída.'

(...)

Em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhes diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, tudo o que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo."

Martha Medeiros - 23 de outubro de 2005.


Boa semana a todos!

Beijo beijo

sábado, 25 de julho de 2009

Questions


"...When I think find all answers, comes to life and changes all ask..."
"...When everything is made to be broken..."
Kisses kisses